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Filmes, Livros, Música

4º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa

8 a 30 de Setembro de 2000


ANDERS ALS DIE ANDEREN

Este é o primeiro filme a retratar positivamente a homossexualidade e a apelar à tolerância para com o "terceiro sexo". Foi produzido por Magnus Hirschfeld, fundador do Instituto de Sexologia em Berlim e opositor ferrenho da lei alemã contra a homossexualidade conhecida como "Parágrafo 175". O filme, acerca de um homem importante que é chantageado, estreou em 1919, tendo tido boas críticas em geral e consideráveis receitas de bilheteira. Contudo, foi banido em muitas cidades (incluindo Viena, Munique e Estugarda) em 1920, sendo a sua projecção restrita a profissionais nos campos educacional, científico e médico. Todas as cópias conhecidas perderam-se provavelmente quando os nazis entraram de assalto nos escritórios do Dr. Hirschfield em 1933 e destruiram a sua obra. A única cópia existente, encontrada em 1976 na Ucrânia, tem uma duração de apenas 30 minutos, muito inferior à do filme original. O actor gay Conrad Veidt desempenha o papel de Paul Körner, um famoso pianista que se apaixona por um dos seus alunos, Kurt. Kurt muda-se para a casa do seu professor, mas não tarda que Paul seja chantageado por um dos seus conhecidos. Em vez de pagar pelo silêncio do chantagista, Paul enfrenta-o em tribunal mas, sendo a homossexualidade ilegal, ambos são condenados a prisão. Uma vez libertado, Paul, um homem destroçado, suicida-se e junto ao seu caixão, o seu amante jura mudar as leis contra a homossexualidade. Hirschfeld desempenha no filme o papel de um sexólogo que garante a Paul que nada se pode fazer em relação à sua homossexualidade e que ele pode viver uma vida normal. O filme foi novamente rodado ou remontado em 1927 por Hirschfeld e Oswald sob o título "As Leis do Amor (Gesetze der Liebe)", apesar de se desconhecer a existência de cópias. Um importante marco na história do retratar gays no cinema.

This is the first film to positively portray homosexuality and plead for the tolerance of "The Third Sex". It was produced by Magnus Hirschfeld, founder of the Institute of Sexology in Berlin and staunch opponent to Germany's anti-homosexuality law, known as "Paragraph 175". The film, about a prominent gay man who is blackmailed, opened 1919 to generally good reviews and healthy box office. But by 1920, it was banned in many cities (including Vienna, Munich and Stuttgart) and was allowed to be viewed only by professionals in the educational, scientific and medical fields. All known prints were probably lost after the Nazis raided the offices of Dr. Hirschfeld in 1933 and destroyed his work. The only existing print, found in 1976 in Ukraine, has a running time of only 30 minutes, much shorter than the original film. Gay actor Conrad Veidt stars as Paul Körner, a famous pianist who falls in love with one of his students, Kurt. Kurt moves in with his teacher, but soon Paul becomes a victim of blackmail by one of their acquaintances. Rather than paying off the man, Paul confronts him in court, but with homosexuality against the law, both receive jail sentences. Upon his return from prison, Paul, a broken man, commits suicide and at his casket, his former lover vows to change the laws against homosexuality. Hirschfeld is featured in the film as a sex researcher who assures Paul that there is nothing to be done about his homosexuality and that he can lead a good life. The film was either remade or reedited in 1927 by Hirschfeld and Oswald under the title "The Laws of Love (Gesetze der Liebe)" although no prints are known to survive. An important first in the history of the depiction of gays in film.


 
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