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4º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa

8 a 30 de Setembro de 2000

The Rose King

Anunciado como "um sonho febril do 'enfant terrible' do cinema alemão" e descrito como "uma inteligente mistura de gótico escatológico e do 'kitsch' católico", este conto romântico homoerótico retrata o amor obsessivo de um jovem - que está a cultivar a rosa perfeita - por um elegante jardineiro italiano. Com meia dúzia de línguas diferentes, uma narrativa fracturada e um leque de música que alterna entre valsas vienenses e cantos africanos, o filme tem como cenário uma praia do Mediterrâneo onde vivem uma mulher (Magdalena Montezuma) e o seu filho adulto, Albert. Albert, que deseja o jovem Fernando, rapta-o, aprisiona-o e começa a controlar-lhe a vida, dando-lhe banho e alimentando-o com a rosa que cultivou - uma situação que leva a uma forma de sacrifício. Montezuma, que trabalhou com Schroeter desde o início da carreira do realizador, morreu, vítima de cancro, duas semanas depois do fim das filmagens.

Advertised as "a fever dream from the 'enfant terrible' of German Cinema" and described as a "brilliant assemblege of Gothic rot and Catholic kitsch", this romantic homoerotic tale involves the obsessive love a young man - who is growing the perfect rose - has for a handsome Italian gardener. With a half dozen different languages, a fractured narrative and music that alternates between Viennese waltzes and African chants, the film is set near the Mediterranean beach where a woman (Magdalena Montezume) and her grown son, Albert, live. Albert who is in lust with the young Fernando, kidnaps him, imprisiones him and begins to control his life, bathing him and feeding him the rose which he grew - a situation that leads to a form of sacrifice. Montezuma, who had worked with Schroeter since the beginning of his career, died of cancer two weeks after the completion of filming.

WERNER SCHROETER

Referido uma vez pelo falecido Rainer Werner Fassbinder como o seu único par na Alemanha, Werner "Génio-Louco" Schroeter, nascido em 1945, é uma figura relativamente desconhecida no circuito internacional de cinema, apesar de ser uma reconhecida influência nas obras de Wenders, Herzog, von Praunheim e Syberberg. O seu filme "Malina" distingue-se do seu trabalho anterior por ter sido exibido, embora durante um curto espaço de tempo, no "Joseph Papp's Public Theatre" de Nova Iorque. Apesar de ter recebido críticas, em geral confusas mas positivas, "Malina" foi exibido somente nesta pequena sala de cinema e muito pouco solicitado por outras salas do país. Tendo iniciado a carreira cinematográfica em 1968, os seus primeiros trabalhos, inicialmente filmados em 8mm, foram experimentais e tinham um tema comum: a ópera e os seus excessos concomitantes - ao ponto de estes trabalhos serem referidos como óperas "underground". Conhecido pela sua abordagem de vanguarda e pelo seu estilo frequentemente extravagante de contar histórias, ele começou gradualmente a filmar longas metragens quase- comerciais, todas de baixo orçamento, mas dando maior ênfase a um enredo compreensível (embora nunca fácil). "Eika Katappa" (1969, 144 min.) foi um dos seus primeiros filmes e narrava uma trágica história de amor gay. O seu angustiante documentário, "The Reign of Naples" (também conhecido por "The Kingdom of Naples", 1978, Alemanha/Itália), é uma intensa história social sobre a vida dos pobres e excluídos (incluindo prostitutas e homossexuais), em Nápoles, de 1944 a 1969. Foi um surpreendente sucesso de Schroeter junto do público europeu. A par da sua carreira como realizador, Schroeter continua a trabalhar como encenador de teatro e ópera na sua Alemanha natal.

Once called by the late Rainer Werner Fassbinder as his only equal in Germany, Werner "Mad Genius" Schroeter, born in 1945, is a relatively unknown figure in the international film circuit, despite being an acknowledged influence to Wenders, Herzog, von Praunheim and Syberberg. His film "Malina" was unlike most of his previous works in that it enjoyed a theatrical, albeit limited run at Joseph Papp's Public Theatre in New York. But despite generally puzzled but positive reviews, its engagement was confined to the one small cinema and has received very few additional bookings around the country. Making films since 1968, his early works, which were primarily filmed in 8mm, were experimental and had a common theme of opera and its accompanying excesses - to the point that they were often referred to as underground operas. Known for his avant-garde approach and his frequently flamboyant style of story telling, he gradually began making more quasi-commercial features, all low budget but made with a greater emphasis on a discernable (but never easy) plot. "Eika Kattapa" (1969, 144 min.) was one of his earliest films and featured a tragic gay love story. His harrowing documentary, "The Reign of Naples" (aka "The Kingdom of Naples", 1978 Germany/Italy), is a vivid social history on the life of the poor and disenfranchised (including prostitutes and homosexuals) in Naples from 1944 to 1969. It was a surprising success for Schroeter with European audiences. In addition to his filmmaking, Schroeter continues to work as a director of live theatre and opera in his native Germany.

 
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